sábado, 25 de setembro de 2010
Insólito, desejos e o incompletável
Em tempos quaisquer, nós, seres humanos, carregamos necessidades apartir do momentos em que vivemos no mundo denominado por muitos como real. Estímulos bons são sempre bem vindos a nós para que haja um despertar em nossas vontades, projetos de vida, combustível pra seguir um caminho de luz. Assim que surge essa reflexão da importância de pensarmos para frente, projetarmos nossos objetivos, fazermos o bem mantendo as boas vibrações. Dentro disso como fica a relação homem/mulher? É uma relação natural e essencial em nossas vidas?
Posso me lembrar de épocas em que ouvi "eu te amo" de uma mulher, recebi carinho, apoio, conselhos, abraços, beijos sinceros... ...era tudo tão "normal" e intenso sempre, pareciam ciclos com cenários diferentes, ciclos com outras cores e texturas! Sempre foi bom e me fez bem estar acompanhado de uma!
Sem culpar o movimento das coisas, do mundo e da minha cabeça, é fácil visualizar como tudo está mudado, como fiz escolhas difíceis e quão minhas pernas fraquejam quando tocam este novo solo. O fato é que sinto muita saudade do carinho, do afeto, da intensidade, de um "eu te amo", de fazer uma canção no calor de alguma paixão louca, daquela voracidade sadia... ...e não das pessoas que contribuiram para... ...ando muito isolado, sem beber, limpo, porém com grande carência, com grande aperto... ...com vontade de conhecer alguém que me desperte, que não tenha medo, que esteja em sintonia parelha...
Será que é possível sentir-me apenas um, completo? Conviver com a dor de estar só é que não dá!
Mesmo com toda essa descrença, sinto-me que devo ter paciência, uma calma inédita, lucidez atraente e depois sim, agregar esse meu mundo maluco ao de uma mulher que seja suficientemente pronta.
Acho que nunca devemos deixar banalizar gestos de carinho, amor, afeto... ...quem tem por perto essa troca, aproveite, que valorize, revalorize sem obssessividade, sem exageros...
Depois dessa virada de sábado para domingo vou seguir tentando ainda crer em projeções insólitas, controlar meus desejos e não me sentir tão incompletável...
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